terça-feira, 29 de setembro de 2009

Nãos

Quero escrever algumas coisas e não consigo. Como aliás em muita coisa na minha vida.
Eu não: Não consigo. Não quero. Me recuso. E ponto final.

Nessa linha do não:
um dos grandes aprendizados atuais é saber que não quero e não posso ser amada por todos. e isso é libertador. banal sim, mas que agora é tão incrustrado que não tenho medo do ódio, desde que venha pela frente, encarando mesmo. O que me agoniza é a indiferença, ou fazer-se semblante
dela... mas dessa última eu tô é rindo. um passatempo apenas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É isso, pensei nessa palavra muitas vezes hoje.




Estarrecedor:
adjetivo formado do verbo latino vulgar exterrescere - no latim culto é exterrere -, que significa espantar-se, cair por terra por medo ou terror, assustado com algum fenômeno. No sentido metafórico, tem sido aplicado não somente ao que espanta mas também desconcerta.


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos"

recortes selvagens de Caio Fernando Abreu:

>Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu.
(a um Antoine Doinel, que se vá.)


>Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.


>Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.


>Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.


>Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável.

sábado, 12 de setembro de 2009

Sessão de pensamentos

19,80 só para mulheres? tem certeza?! a Fulana? a relação se baseou no cotidiano. Foi por mim ou por culpa? só pra esclarecer. Mais um ou vai embora? você vai. Quem tem o gênio do mesmo tamanho do corpo? eu? obrigada, mas às vezes ultrapassa. Cabelo liso ou enrolado? os dois, como quero. Se sou assim? muitas vezes. Isso até certa parte é meu.

"Que delícia a pós-modernidade!"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Temas universais


do blog do Caco Galhardo.

Não é como pareço

Não é por que insisto que me decepciono. Nem porque desisto é que me arrependo. Espero sim, espero muito, espero o nada. Mas a ansiedade se foi. O que fica então? meu corpo em feridas, minha alma dormente, uma vez que não quero mais anestesiar a realidade.
Deixa, deixa... porque eu já deixei, é só a camada que parece a mesma.

Afinal
ao final
as pessoas surpreendem.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Já Cazuza cantava....




Nítida impressão que exagerei:
no cabelo: ele sumiu, foi pra cima e agora preciso domá-lo;
nas palavras: chegaram e foram direto para as pessoas sem muito filtro, rasgando;
na indiferença: é, eu sei expressar o nada;
no pensamento: chega, vai, volta e fica em suspenso...
na emoção: vem aí a dor para anunciar, a febre pra delatar e os remédios pra causar dor de estômago...




essa minha destruição faz parte de alguma construção capenga. mas sei que é por agora.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

In memorium


Morde
que tua força é bruta
Fica
que tua presença é sincera
Vai
que espero o teu melhor.

Morde na alma
Fica na ausência
Vai na memória.


à Lilica.

é isso.


Dias infernais

Momentos que não voltam mais
Noites que só quero paz.

à la Leminski

porque basta ao IS:


Olho que fecha

porta que abre
isso que não termina
eu quero que acabe.