quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.

[Cora Coralina]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

vento que leve
que eu seja leve
e que jamais carregue
o que há de excesso em mim.


[ai, isso devia ficar só no meu caderno, mas foi feira agora, então tive que parir]

There´s a life beside you

Não peço
Não posso pedir
Não posso querer pedir!
à parte disso, tenho todas as demandas do mundo.

[assassinei Fernando Pessoa de forma psicanalítica]

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Aquela dor
não faz quem eu sou
um tanto do que passo, do que venta
desse sopro, me anima, me atormenta
mas também é só uma pontada de vida.

Há vida
para ser vivida
intensa, morna, fria, passante
Os corpos se escolhem, mas deixam marcas

Tiro as lentes
para perder o sentido
não sem traumas
mas com cicatrizes.

[perdoem os que têm veias poéticas, eu só tenho um corpo que fala, que precisa falar]

23/11/2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

I´ll find my fuck off button. Oh yeah... I´m almost there!

domingo, 15 de novembro de 2009

Para uma lavagem da alma

céu nuvem cheiro de dama-da-noite sorriso abraço Abraço perfume-da-pele terra grama conchinha carinho olhar Amigos encontros vivências sentir-se pertencida acaso frio beijo toque música descoberta musical conversa surpresa de idéia sentir-se querida Família BEATRIZ re--nascimento



[e continuará, mesmo beirando a banalidade]

O que faz lavar a alma?



.
tenho me perguntado isso. disseram que minha alma está cansada. não sei.



.

sábado, 14 de novembro de 2009

Tudo

Às vezes me parece que tudo o que devia ter sido escrito, já foi escrito (obviamente). E assim digo não: aos desabafos psico-intectuais, aos momentos que penso que só eu passei, à certeza do dia. E é como se eu não sentisse vontade de me encher mais com o cotidiano, com o mesmo, e assim eu pulo, salto e procuro outras formas de existência. Nada de aterrorizador, nem de radical, nem que vá mudar a minha vida numa guinada de 180 graus. Não, procuro aquele cheiro que me vem à mente de uma pessoa, ou aquelas palavras enigmáticas que alguém me falou e que, justamente por serem ainda enigmáticas, eu as guardo em minha mente. Procuro conversas que eu sinta que a minha base e minhas certezas são minhas, mas que podem ser mudadas e escuto, pois o estranhamento frente ao desconhecido faz com que se fique calado, tentando apenas sentir aquele momento. Vem um desconforto grande, talvez porque não se sabe o que falar, ou talvez porque só se venha a entender algumas palavras específicas depois que o meu corpo volta a si (e não a minha mente, que continua no momento). E pareço tão vazia quanto a uma concepção minha baseada apenas no que não sou: não sou baixa, não sou magra, não sou gorda, e tantas outras que às vezes eu pego pra mim, mas que prefiro não falar aqui e que, ainda bem, mudam de acordo com o tempo. Foram as palavras que mudaram ou eu que mudei?

(26/10/2007)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Isso aqui tá virando uma putaria.
Ao invés de escrever para cá, tô ainda colocando muita coisa que me ressoa. Tá bom, já estou com muita coisa que está indo embora, uma sombra que me acompanha e uma perspectiva melhor. É o que me interessa.

só coloco o texto abaixo porque é ótimo e é do Mr. Bob:

" Eu gosto do impossível, tenho medo do provável , dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico... "