quarta-feira, 2 de junho de 2010
Sem ordens, sem temporais
Enquanto me misturo entre a oração de São Jorge, minha sobrinha e meus pesadelos dessa madrugada, decidi tentar escrever sem um tema tão fixo e sem nenhum rascunho. Cru mesmo. Afinal tô conhecendo o cru, o semi-cozido e o bem passado da vida. Coisas que ainda tenho que digerir... e a minha digestão é tão lenta.
Esses dias fiquei na cabeça com essa questão do tempo cronológico e tempo lógico que tanto estudei e que agora vivo intensamente: tempo de ver, momento de compreender e instante de concluir. Porque é tão bom isso? não basta saber que se vive um tempo diferente desse cronometrado? pode ser, mas eu sempre quero saber mais, pensar mais.
É que com isso se aprende que é preciso um tempo para pensar as coisas, fazer um ato qualquer - sem significação aparente e depois entendê-lo. Que é aí que chega o instante do "ahn! entendi!". pronto! já foram os três tempos. Tá, e daí? daí que os atos muitas vezes não são tão voluntários assim, que só se entende o que se fez quando se faz esse tal ato e quando se está distante desse tempo de novidade. Confuso, um pouco!
O porque estou pensando na questão do tempo? tempo não é separado de lugar, de pessoas, de acontecimentos... Estou me colocando em certas situações em que falo algo bruto, descontextualizado de mim hoje, mas que já foi em partes pra mim- mas só agora com a distância começo a entender, depois de concluir. É, é saber inventar e reinventar a si mesmo e ao acontecimentos.
[escrito na hora]
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