Eu só escrevo quando estou baleada. Quando estou silenciada.
É um momento bem profano querendo alguma coisa que seja sagrada, consagrada entre eu e a matéria, pra me sentir viva mesmo.
Porque ficar só comigo mesmo me faz gritar por minha humanidade, uma vez que sou corpo afetado... entre meu passado e o que me é coerente. Prefiro ser corrente a ser acorrentada. Ser viva, mas não desalmada.
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