Eu acho que que se eu pudesse fazer um mapa das minhas relações, quase como uma foto atual, poderia dizer que haveria algumas pontilhadas, outras com uma linha que se estende e outras em que as linhas se confluem.
As que confluem me acalmam, mostram que o que penso não é tão absurdo assim, que o que posso é possível de ser vivido; enquanto as que vão pontilhando é aquelas que ficam em suspenso: será que elas serão continuadas ou vão tomando mais espaço entre elas? Eu não sei e agora não me angustia que rumo tomar nem tentar controlar o que virá. Umas se arrastam: chego perto e me pergunto: e dái? tem como dar nó, cortar ou fazer qualquer coisa? daí mexo um pouco e vejo que por vezes tem o incômodo de ser mexida. Mas eu quero ser mexida e mexer. Daí tô começando usar as palavras como um elástico, para que a tensão crie algo, que me desafie, marque.
E não é questão de não ter marcas, mas de vivênciá-las. VIVEnciar. Porque as relações não são mapas...
sábado, 7 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Efeito Pipoca
A época em que semeei, eu não tinha noção de quantas coisas poderiam acontecer. Mas percebi que sou uma pessoa bem discreta, daquelas em que amigos dizem: já? enquanto que comigo acontecem as coisas numa outra tessitura, outra intensidade. É tempo meu, do meu insconsciente florescer e eu poder saber lidar com as coisas de outro modo que não o racional de sempre. [Porém ando achando que essa idéia é muito antiquada, porque uma coisa anda tão misturada com a outra que quando consigo falar do que sinto, eu consigo me organizar e levar isso a outra coisa que não a racionalidade].
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